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3.12.09

Stevie Wonder é o novo enviado da Paz da ONU



Depois de ler esta notícia apetece-me dizer "Grande Stevie"!

23.11.09

Ainda (h)a esquerda

Verdade que não subscrevi, nem subscrevo, algumas posições de Manuel Alegre. Mas não posso deixar de assinalar o esforço que tem empreendido em nome da convergência das esquerdas, naquilo que é o essencial. E creio que esse será, mesmo, o seu legado mais significativo.

Na edição de hoje do "Público", assinalando uma edição especial da ops!, pode ler-se:

Num texto intitulado “Abertura e Inovação”, o ex-deputado socialista volta ao essencial da sua mensagem na noite eleitoral, em que recomendou ao PS que no Parlamento procure preferencialmente compromissos à esquerda.

Lembrando que “quem vota nos diferentes partidos da esquerda não quer ser governado à direita”, para Alegre “custa a crer que não seja possível um mínimo denominador comum”, pelo menos nas políticas públicas, no papel do Estado, na escola pública, no Código Laboral, e nos direitos sociais, nomeadamente no Serviço Nacional de Saúde. “Não se pede a ninguém que abdique. Pede-se apenas a cada uma das esquerdas que seja capaz de ouvir as outras.”

A revista, aliás, pretende isso mesmo: “Contrariar o tabu da incomunicabilidade das esquerdas e estabelecer pontes para um diálogo sem agendas escondidas”, elogia Alegre. Lembrando o declínio do socialismo democrático europeu de países de peso como a Alemanha, França e Inglaterra, que “não se tem mostrado capaz de dar uma resposta inovadora e convincente às causas da crise”, Alegre cita o jornalista, historiador e antigo sindicalista francês Jacques Julliard para explicar o avanço da direita. O socialismo deixou-se “colonizar pelo neo-liberalismo” e, ao mesmo tempo, as outras esquerdas continuam “a recusar a economia de mercado e permanecem barricadas no socialismo cro-magnon”


Mais sobre o assunto, aqui.

E, com a vénia devida aos Professores Elísio Estanque e Rui Namorado, também aqui e aqui.

29.7.09

Little man?



Abaixo, interessante artigo sobre os desafios de liderança na Europa. Faz muito sentido pensar nisto, a curto prazo, sobretudo depois da eleição de Obama nos EUA e de uma certa atmosfera de "regresso da política" que, apesar de tudo, se respira.

Mas e Durão Barroso? Será ele um "little man"?

O que faz mais falta à Europa?

Teresa de Sousa, Jornal "Público"
29 de Julho de 2009



1.O que faz mais falta à Europa? Podia ser esta a pergunta prévia para a escolha do futuro presidente do Conselho Europeu. Faz sentido começar a colocá-la porque a corrida já começou e porque haverá relativamente pouco tempo para concretizá-la. Admitindo que os irlandeses aprovam no próximo dia 2 de Outubro o Tratado de Lisboa e que os presidentes checo e polaco acabarão por abandonar as suas reservas antieuropeias em assinar um tratado que os respectivos parlamentos já ratificaram, restará pouco mais de um mês aos líderes europeus para se entenderem sobre os nomes que devem preencher os lugares do topo das instituições europeias. Barroso já tem o seu lugar praticamente garantido. Ficam por preencher os cargos de alto representante para a política externa com poderes reforçados pelo novo tratado, que será também o vice-presidente da Comissão, as pastas mais importantes e mais cobiçadas do executivo e, finalmente, aquele que se aproximará mais da ideia de um presidente europeu. A presidência sueca terá de ter a sua missão concluída o mais tardar na cimeira de Dezembro.
Regressemos então à questão prévia. O que faz mais falta à Europa é uma visão comum sobre o seu lugar num mundo que está a mudar vertiginosamente e num sentido que obriga os europeus a uma corrida contra o tempo que ainda não têm a certeza de conseguir ganhar. O maior desafio que a Europa enfrenta é ser capaz de afirmar-se como actor global num mundo cada vez mais multipolar. Preservando a sua natureza multilateral e projectando-a à sua volta.
Qual é o único caminho para não perder a corrida? Uma sólida aliança estratégica com a América de Obama e a capacidade para agir concertadamente a nível internacional. Em Moscovo como em Pequim, Nova Deli ou em Brasília.

2.Até agora há apenas um nome na corrida: o de Tony Blair. O Governo britânico já oficializou a sua candidatura, abrindo as portas às mais varridas especulações. No microcosmos de Bruxelas onde se tende a olhar ainda para a velha UE como se nada ou pouca coisa tivesse mudado desde os bons velhos tempos da guerra fria, já começou a batalha contra um político que tem naturalmente pouco a ver com essa visão idealista, simpática mas também ultrapassada, fechada e pequena da Europa. Há muitos argumentos que se podem enumerar na coluna do "deve" contra o antigo primeiro-ministro britânico. Que alinhou com George W. Bush no Iraque (esta é provavelmente a pior das acusações), que não foi suficientemente europeísta para levar o seu país até ao euro. Que é demasiado liberal quando a crise económica trouxe mau nome ao liberalismo. Que fez pouco como enviado do Quarteto para o Médio Oriente (embora isso seja o reflexo do pouco ou nada que fez o próprio Quarteto). Que é muito pró-europeu pelos critérios britânicos mas pouco pró-europeu pelos critérios, por exemplo... da Bélgica.
O que é que podemos colocar no lado do haver? Que Blair tem uma ideia clara sobre o lugar da Europa no mundo e sobre a importância de se transformar num actor estratégico e que é capaz de a transmitir. Que é um político conhecido e admirado mundialmente (por apoiantes e adversários). Que tem a estatura necessária para figurar ao lado de Obama, de Putin ou de Hu Jintao, mas também de Angela Merkel ou Nicolas Sarkozy ou... David Cameron. Que tem a vantagem de ser britânico. Não haverá Europa com peso e influência mundial sem o Reino Unido. Nada preocupa mais as chancelarias europeias (particularmente Berlim) do que a perspectiva quase inevitável de ver o líder conservador britânico chegar a Downing Street e adoptar uma política europeia que nem nos seus piores sonhos poderiam ter imaginado.

3.Claro que as alternativas também contam. A favor ou contra Blair. Se a Europa quiser um "little man", como escrevia o Times de Londres, que não faça sombra a ninguém e que se entretenha nas tarefas de gestão da agenda e de negociação de consensos, terá muita gente à sua disposição. Sem qualquer ofensa para os próprios, os nomes mais falados são o de Jean-Claude Juncker, amigo de todos os líderes europeus porque é o mais antigo do Conselho Europeu, mas também o eterno Guy Vehrofstadt (vetado para presidir à Comissão quando Barroso ganhou) ou o já quase esquecido Wolfgang Schussel, antigo chanceler austríaco. Haverá outros. Mas isso quereria dizer que os "grandes" tinham definitivamente optado por uma Europa que fosse o resultado (inevitavelmente mínimo) da soma dos respectivos interesses nacionais de curto prazo.
Se a escolha for por um "big man", voltando de novo ao Times, fica logo à partida bastante reduzida, ainda que não limitada, a Blair.
Há, na verdade, um candidato quase perfeito, se me é permitido o exagero, que se chama Felipe González. Tem todas as vantagens de Blair - estatura internacional, visão do mundo, capacidade política -, com a vantagem adicional de ser um crente mais firme na integração política europeia. Diz-se que pode não estar interessado. É difícil de acreditar que não se deixe tentar. Não foi certamente por acaso que aceitou há dois anos a presidência do grupo de "sábios" que os líderes europeus criaram para pensar a Europa no longo prazo.
Tem, todavia, um senão: com Barroso na Comissão, o peso ibérico seria demasiado grande. O facto não devia ser impeditivo mesmo que provocasse muitas e variadas reclamações. E o Norte poderia ser compensado com a escolha do futuro chefe da diplomacia europeia, que os países nórdicos ambicionam e para o qual têm, aliás, alguns candidatos. Olli Rhen, o actual comissário finlandês para o alargamento, é um deles. Outro é Carl Bildt, o chefe da diplomacia sueca, aliás com fortes credenciais para o cargo. E nomes com tão boas credenciais europeias como Chris Patten ou Joschka Fischer poderiam ser também considerados.
A questão é perceber que estas escolhas serão fundamentais. Se os líderes europeus (sobretudo dos "grandes") optarem por uma figura mais pálida, capaz de moderar negociações internas mas incapaz de personificar a Europa para os europeus e para o mundo, então isso será um sinal de que estamos em risco de perder a corrida. Se optarem por Blair ou González, pode ser que a Europa ainda consiga não ficar para trás.

4.3.09

Boas Notícias (3)


TPI quer julgar Presidente sudanês por crimes contra a humanidade

O Tribunal Penal Internacional passou hoje um mandado de captura em nome do Presidente sudanês. Omar al-Bashir é acusado de crimes de guerra e crimes contra a humanidade e é o primeiro chefe de Estado em funções procurado pelo TPI.


in, "Público"

Já morreram 300 mil pessoas desde o início da guerra em Darfur, em Fevereiro de 2003.

25.2.09

Boas Notícias (2)


A inovação e a emoção vão resistir à crise, diz Kjell Nordstrom
25.02.2009 - 12h16
Por Ana Rita Faria
DR

"Público"

Kjell Nordstrom defende, mais do que nunca, a inovação e a emoção como resposta à criseAntes de fazer as malas para partir para Lisboa, onde vai participar na conferência “Business Innovation in 2009”, o sueco Kjell Nordstrom falou ao PÚBLICO sobre que tipo de empresas e líderes vão sobreviver à crise. Aquele que é considerado um dos melhores gurus do mundo dos negócios diz que, mais do que nunca, a inovação e a emoção têm de dominar.

Vem a Portugal para falar sobre como a inovação pode conduzir-nos através de tempos difíceis.

Pensa que a inovação é agora, mais do que nunca, necessária?Sem dúvida. Numa crise como a actual, fazer o mesmo que todos os outros fazem é uma má ideia. Ninguém quer pagar mais por uma cópia ou por algo que se parece como outra coisa qualquer.

Mas será que as empresas vão arriscar e inovar? Não será mais seguro continuar a imitar?Quem o fizer está a cair numa armadilha. Claro que é mais barato e conveniente copiar do que inovar. Mas, em contrapartida, acaba por ser ainda mais arriscado porque a empresa se coloca a si mesma numa situação em que, mais tarde ou mais cedo, vai perder. Crises como a actual mostram que realmente temos de fazer as coisas de um modo diferente. E por vezes é muito simples. Por exemplo, quando se quer começar um processo de inovação, a primeira coisa a fazer é contratar pessoas que tenham outro background, diferente dos outros funcionários da companhia. É procurar pessoas com outro treino, outra visão, procurar algo não convencional. Desde o mais básico que é: se uma empresa tiver muitos homens deve contratar uma mulher.

Que tipo de companhias vão sobreviver à crise?Há dois tipos: as grandes multinacionais como a Siemens, ou as pequenas empresas especializadas como a Apple. No fundo, serão as companhias inovadoras e que, simultaneamente, têm uma relação muito próxima com o consumidor e são capazes de o seduzir.

Que empresas são essas capazes de seduzir?Basta pensar no Mini da BMW, no iPhone da Apple, nos telemóveis da Nokia...

Os líderes do futuro também terão de ser assim... sedutores?Sem dúvida. Serão uma combinação de “hard and soft” (“duro e suave”). Um líder tem de ser duro, de cortar custos e tomar decisões críticas. Mas tem também de ser emocional e capaz de, agora mais do que nunca, entender os consumidores, motivar os empregados e antecipar as tendências que estão por vir. Um dos melhores exemplos disto é Richard Branson, dono da Virgin. Ou Barack Obama, a nível político. E, em breve, serão as mulheres. Muitas serão as líderes no futuro.

Sempre disse que as mulheres têm uma vantagem competitiva e que irão dominar o mundo dos negócios. Pensa que a crise vai acelerar esse processo?É relativo. Por um lado, as empresas tendem a assumir menos riscos e, por isso, continuarão a contratar homens e a fazer as mesmas coisas que faziam, o que não será bom para as mulheres. Mas também haverá empresas que perceberão a importância de contratar pessoas diferentes em tempos de crise. Hoje, as mulheres já estão em maioria nas universidades e praticamente em todas as áreas. Ou seja, elas estão a conseguir uma boa formação e, quando saírem para o mercado, vão claramente dominar. Nalguns países como os da Escandinávia e no Reino Unido, já se nota inclusive a falta de homens.

O que vai acontecer a estes?Vão ter muitos problemas e terão tendência a aproximarem-se do mundo feminino. Isso já se nota hoje em dia. Há cada vez mais metrossexuais e, mesmo nos negócios, os homens vão tornar-se cada vez mais parecidos com as mulheres, privilegiando uma postura mais conciliadora do que agressiva. A própria relação com o risco será diferente. As mulheres não irão assumir tantos riscos como os homens.

Mas isso não poderá prejudicar a inovação? A inovação não é também assumir riscos?É, mas não demasiados. Tem de haver balanço. Se houver muito risco, pode destruir-se o sistema. Basta olhar para a crise financeira. Se Wall Street fosse dominada pelas mulheres talvez não tivesse sido assim (risos). De qualquer forma, é um caso onde foram claramente tomados demasiados riscos.

E gerou uma crise de confiança...Sim, mas não em termos gerais ou absolutos. Há algumas pessoas que perderam a confiança no sistema económico, mas a verdade é que não temos uma alternativa.

Pensa que com a crise também se esvaiu a crença nos Estados Unidos como centro do mundo económico? Era particularmente adepto dessa ideia...Admito que a imagem dos Estados Unidos tenha mudado um pouco mas, com o novo presidente, Barack Obama, o país conseguiu voltar a mudar de uma forma dramática e, sobretudo, muito rapidamente. Obama é um americano negro, de descendência africana e vê-lo como presidente dos EUA é algo que muitas pessoas consideravam impossível. Os norte-americanos tiveram uma capacidade notável de renovar-se a si mesmos com a crise.

Voltando ao mundo dos negócios, costuma dizer que as empresas bem-sucedidas são aquelas que não competem mas sim que evitar a concorrência...Sim, chamo a isso a criação de um monopólio temporário. É quando uma empresa é tão diferente das outras que não chega a competir. Para isso é preciso primeiro encontrar uma vantagem competitiva, mas claro que esta não se vai manter para sempre. A Volvo, por exemplo, distinguiu-se enquanto fabricante automóvel a fazer casos únicos no mundo, mais seguros do que os outros. Hoje em dia, todos os carros são seguros.

Então não se pode parar de inovar?Claro, a inovação nunca pode parar.

Considera que as universidades estão preparadas para formar os líderes do futuro?Não, não estão preparadas porque não é essa a sua função. As universidades não preparam líderes nem desenvolvem os seres humanos, apenas treinam pessoas em matérias específicas, como economia, medicina ou gestão, e dão o conhecimento básico sobre a sociedade. A liderança e as capacidades necessárias para ser um bom líder não se adquirem na universidade.

Então adquirem-se ao longo da vida? Ou nascem connosco?Pode haver capacidades inatas de liderança e outras que se desenvolvem ao longo da vida. No fundo, trata-se de aprender fazendo, na prática.

Além de professor, é considerado um dos maiores gurus de negócios da actualidade. Identifica-se com essa imagem?Gosto de ser chamado de guru, não tenho problemas nenhuns com isso. Comecei há 25 anos a fazer apresentações a empresas na Escandinávia, que foram muito apreciadas, tal como os meus conselhos. A partir daí comecei a aumentar a minha base de clientes e hoje faço apresentações um pouco por todo o mundo. Ao mesmo tempo, fui estudando o que podia sobre os assuntos mais variados, desde a arquitectura, a economia, a psicologia e a história. É desses vários sítios que eu recolho inspiração para construir e partilhar o meu conhecimento.

Uma curiosidade: é verdade que traz sempre consigo um bloco de “post-its” para ir tomando notas sempre que quer?Sim, é uma ferramenta de trabalho fundamental para mim.

Qual foi a última nota que tomou?(remexe em papéis) A última frase que anotei foi uma pergunta: “Do we have too much choice?” (“Teremos demasiada escolha?”). Hoje, as escolhas à nossa disposição são imensas, desde fornecedores de electricidade e telemóveis à simples decisão de fazer uma tatuagem. Isso cria confusão na cabeça das pessoas e obriga-as a despender muito tempo. Temos de encontrar forma de sair disso.

Perfil de um guru

Foi consultor de várias multinacionais, trabalhou com Richard Branson e com Tony Blair e correu meio mundo a dar conselhos sobre gestão. Licenciado em Economia e professor na Stockholm School of Business, Kjell Nordstrom confessou ao PÚBLICO que retira inspiração dos sítios mais variados, desde a economia e história, à psicologia e arquitectura. Juntamente com Jonas Ridderstrale, assinou dois best-sellers de gestão: “Funky Business” e “Karaoke Capitalism”. Amanhã, em Lisboa, além de vir falar sobre o mundo dos negócios, comemora o seu 51.º aniversário.

23.2.09

Boas notícias (1)


Abro aqui uma rubrica (adoro esta palavra!) que tentarei manter, o mais possível.

Como é sabido, a comunicação social - toda ela - dedica uma parte significativa do seu espaço noticioso às más notícias (crimes, desastres naturais, acidentes rodoviários, doenças, misérias, incompetências, abusos, etc...). Cumpre o seu trabalho.

Ora, tendo em vista a iminente constituição da APIAA (Associação Portuguesa dos Inimigos dos Ansiolíticos e Antidepressivos), passarei a destacar neste blogue, sempre que possível, as boas notícias que, palidamente, também vão sendo publicadas.

UE aperta o cerco a fundos especulativos e paraísos fiscais
23.02.2009, Isabel Arriaga e Cunha, Bruxelas
in, "Público"
Os seis maiores países da União Europeia reuniram-se ontem em Berlim para afinar posições para a segunda cimeira do G20, em Abril, na capital britânica

Os maiores países da União Europeia (UE) insistiram ontem na sua determinação de concretizar uma grande reforma do sistema financeiro internacional, para evitar uma repetição da actual crise, insistindo na regulação dos fundos especulativos e na penalização dos paraísos fiscais.
Esta posição foi assumida pelos líderes da França, Alemanha, Reino Unido, Itália, Espanha e Holanda, os seis países europeus do G20 (que reúne os países mais ricos e as principais economias emergentes), num encontro em Berlim para preparar a posição europeia para a cimeira deste fórum, a 2 de Abril, em Londres."Voltámos a sublinhar a convicção de que todos os mercados financeiros, produtos e participantes devem ser sujeitos a vigilância ou regulação, sem excepção e independentemente do país de origem", afirmam os Seis nas conclusões do encontro, que contou com a presidência checa da UE e os presidentes do Eurogrupo, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. Esta necessidade de regulação é urgente para os hedge funds, ou fundos especulativos, "que podem ser um risco sistémico", e para as agências de notação de risco, afirmam. Os Seis defendem ainda a instituição, "o mais depressa possível", de uma lista de sanções contra os paraísos fiscais.Este cerco a alguns dos sectores mais opacos do sistema financeiro, acusados de terem alimentado e agravado a crise financeira, resulta da aproximação de posições dos Seis e, sobretudo, uma alteração da hesitação inicial do Reino Unido face à regulação dos fundos especulativos.Por iniciativa europeia, a primeira cimeira do G20 foi a 15 de Novembro, em Washington, e definiu 47 áreas de reforma do sistema financeiro a concretizar em Abril."Berlim é uma etapa importante entre Washington e Londres", afirmou o Presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Em Londres não se tomarão medidas superficiais, mas estruturais". Angela Merkel, chanceler alemã que presidiu à cimeira, disse que os Seis acordaram "apoiar a duplicação dos recursos [financeiros] do Fundo Monetário Internacional", para 500 mil milhões de euros. Isto, para lhe permitir "não apenas gerir as crises mas evitá-las", precisou Gordon Brown, primeiro- ministro britânico. Outro tema de preocupação ontem teve a ver com a necessidade de evitar que os planos nacionais contra a recessão - sobretudo as ajudas ao sector automóvel em França, Espanha, Itália e Estados Unidos - se transformem em exercícios proteccionistas, prejudiciais aos parceiros comerciais. os Seis assumem o compromisso de aplicar os seus planos de uma forma que "limite as distorções de concorrência ao mínimo absoluto".

22.2.09

Preocupa-me.


Este senhor.
E não há quem me tire daí a ideia.

10.2.09

Porque não?


"Numa outra intervenção, Daniel Rioja, vice-presidente da Organização Internacional dos Empregadores, defendeu mais liquidez para o crescimento do emprego e propôs que os governos, as empresas e os sindicatos têm uma responsabilidade especial para trabalharem em conjunto. "O diálogo social é uma realidade concreta se quisermos empresas e empregos sustentáveis", concluiu Rioja." Aqui


O tal diálogo, de que os portugueses se "vingam"...

20.1.09

Bons ventos


Aquilo a que assistimos hoje em Washington foi, para além de uma manifestação de fé em Obama, uma extraordinária afirmação do primado da política no mundo.

O problema da política não é, definitivamente, a política. São os politicos.